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" Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento".
(Albert Eisten)

domingo, 20 de setembro de 2009

Um dia incomum na minha vida.

Olha uma coisa que sempre tive foi sorte, sempre digo que o universo conspira a meu favor, mas ontem foi uma coisa estranha, pois tinha tido uma ótima sexta feira, daquelas que acontece apenas uma vez por mês na minha vida e olha lá.
Tinha um almoço marcado com alguns amigos as 12:30, então sai de casa as 10:00 foi visitar um escravo que tenho a muitos anos, (mais de 9), acabei saindo atrasada claro, 12:08 saindo do barro preto, nossa e querendo chegar a tempo no restaurante, imagina o transito que peguei na hora do almoço, e ainda quando cheguei tive que dar voltas e voltas procurando lugar para estacionar, da próxima vez vamos em um lugar mais fácil.
O almoço foi divertido como sempre, meu amigo e sua ka.de.LA, são bem divertidos, e neste dia estávamos em companhia de um outro dominador, muito divertido e falante, então não tinha monotonia na mesa, rimos e divertimos muito, sai de lá em cima da hora de um outro compromisso que tinha, as 16:00h, desta vez em um lugar calmo e tranquilo, iria conhecer um novo sub, apenas um bom papo, sem pretensão que aquilo fosse o inicio de alguma coisa, um moço bem falante, e tímido, duas coisas que não combinam, mas ele era assim, ficamos as as 19:00 horas conversando, foi bem agradável então marcamos um encontro para o sábado de manhã.
E foi no sábado de manhã que tudo aconteceu, sou o tipo de pessoa que antes não acreditava na sorte, e sim na falta dela, a partir do momento que comecei a pensar positivo, as coisas começaram a acontecer conforme meu desejo, minha mãe fala que pensamentos e palavras tem força, e ela está certa.
Marquei com o moço as 11:00 da manhã, acredita que ele chegou atrasado? 23 minutos, Domme, mesmo com memória de peixe vai lembrar de cobrar uma coisa desta, e no couro do sub é claro, principalmente ele não sendo masoquista, por que se o fosse, o castigo com certeza será outro, a ideia de castigo para mim, é para educar, mostrar ao sub que ele está errado e que o erro não pode se repetir portanto, não pode ser algo que ele goste, foge do contexto.
Bem voltando ao sábado de manhã, eu não estava a fim de ir no motel, então resolvi fazer algo que nunca tinha feito, fui para um sitio nos arredores de BH, apenas uma casa onde meus pais passam o fim de semana, mas como eles estavam em casa, achei que viriam depois do almoço o no finalzinho do dia.
Ainda bem que começamos brincando, foi bem divertido, brincar com a dor, fazer pulsar o corpo de alguém que tem absoluto medo da dor, como ele é frouxo, mas eu me divertir com isso, ele é do tipo de sub que me agrada, pró-ativo, eu olho, ele me olha e parece que sabe o que quero, foi bem treinado o menino, parabéns para sua Domme anterior, e também pela vontade do sub em aprender, depois da pequena iniciação, com um pouco de spanking, cbt, e fazer passeios com ele pela casa sendo puxado pela coleira, com todas a portas e janelas abertas, estava fazendo muito calor, não tinha como fechar. mas o momento que ele mais sentiu dor, foi quando retirei os prendedores de mamilo, tive que colocar uma gag na sua boca, pois sabia que ria urrar, já é difícil para um maso, eu quase fiquei com dor dele, claro, se eu tivesse.
Estava com fone, então fui tomar uma cerveja, e o moço foi preparar a picanha, tinha retirado tudo e guardado os acessórios, tinha deixado nele apenas uma coleira, e ai aconteceu o que eu não esperava, escutei uma voz grossa, e reconheci meu pai, nem avisei o sub, apenas levante calmamente foi no seu pescoço tirei a coleira e a guardei na sua cintura e falei, continua, meu pai está ai, coisa de amador, levar um escravo a casa dos pais, mesmo longe, é claro que queria ser pega, (é assim que uma amiga fala de mim, pois ela fala que fico deixando rastro), mas eu tinha avisado meu primo onde eu estava e se meu pai viesse que me avisasse, acredita que ele disse que não entendeu, e ainda por cima apareceu lá com meu pai, este eu mato depois.
Quando meu pai entrou, falou espantado comigo, você está ai? Por que não avisou que viria? Como se eu fosse avisar o que faria. Ainda bem que a cena que ele viu, foi eu sentada no banco, com uma cerveja em cima da mesa, e o rapaz assando a picanha, e me servindo no prato.
Por isso falo que apesar de tudo o universo conspira, pois meu pai poderia ter visto a cena errada, e ai explicar as coisa, principalmente as que são inexplicáveis, seria muito difícil, melhor seria impossível, ele acharia que tem uma filha louca, e nem saberia qual seria a sua reação, melhor evitar maiores danos.
Apresentei meu pai e meu primo ao sub, e continuamos fazendo a mesma coisa, comendo, rindo e conversando, falamos até de futebol (coisa que adoro, e ele ainda torce para o mesmo time), saindo de lá com merda feita, acabei levando ele para conhecer o resto da família, assim quando meu pai voltasse no domingo com toda a história, (quem conta um conto aumenta um ponto), os outros já teria conhecido, e conversado com ele, teríamos mais versões do mesmo fato, diminuindo os danos, até minha amiga baunilha ele conheceu.
Uma das coisa que nunca me aconteceu, é eu levar um escravo para o seio da minha família, pois não combina, os únicos que com ela conviveram foram meus ex-escravo/namorados, e apenas dois, de resto, sempre tive o cuidado de separar.
Mas tem coisas na vida da gente que fogem ao nosso controle, então tem que surgir a perspicácia para contornar a situação, que no fim acabou sendo divertida, era para passar algumas horas com um sub eventual, que estava de passagem por BH, e acabei o apresentando para toda a minha família. Nunca mais levou nenhum sub lá. Pelo menos serviu de lição.
Tem dias em que independente da posição no bdsm, somos desarmados, e acabamos contornando a situação com bom humor, claro, não poderíamos fazer outra coisa.

4 comentários:

Luiza disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Putz nega, tô aqui imaginando a cena de seu pai vendo o moço andando de quatro.

Putz, não consigo parar de rir kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Tá quando eu parar de rir eu comento mais. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

roger{RF} disse...

Senhora Pandora, se seu pai tivesse visto a "cena errada" bastaria apontar pra coleira do escravo e dizer:

"Ele me seguiu até aqui. Posso ficar com ele?"

A Pandora disse...

Luiza,

Sem sorte é o cara, eu pelo menos tenho o universo conspirando ao meu favor.

Roger{RF},
adorei mesmo a sua desculpa, será que que iria colar?
Eu duvido muito.
Mas me fez soltar uma gargalhada sonora.

Bjs aos dois.

speedkikorj disse...

Adorei a história, sem falar que esse negócio de sítio afastado é cenário de muitas fantasias!